sábado, 8 de maio de 2010

RESPONSABILIDADE

O homem, por decidir o que faz, é responsável, diante de si e dos outros, por suas escolhas. Frente ao mundo que o envolve, sua responsabilidade é evidente. Consciente ou não desse fato, o homem sempre responde por suas ações. Já perante o próprio ser, tal compromisso é difícil de enxergar. Para tomar a vida nas mãos, é necessário muito esforço, é preciso vencer a vontade de fuga que lhe ocorre. Assumir essa batalha é decidir pelo risco de se revelar, de se abrir ao coração.

Decisões sábias aquietam o espírito. E é sábio ousar em vez de se esconder. É sábio reconhecer no lugar de negar. O coração fornece sinais, diz como se deve agir. Porque ele quer vida, jamais morte! É como se houvesse um medidor de verdades dentro do peito. E é preciso escutá-lo com atenção. Quando estiver em paz, é porque existe luta. Quando estiver angustiado, é porque se iniciou a fuga. E a partir disso surge o impasse: persistir ou entregar-se?

É nessa hora que muitas vezes o corpo vacila. Utilizando-se dos mais diversos argumentos para anestesiar sua angústia (cansaço - e é preciso dormir horas e mais horas; excitação - e é preciso se satisfazer de qualquer forma; dúvida - e é preciso desconfiar de tudo e de todos; medo - e é preciso se proteger até mesmo de uma criança), o corpo tende a frear qualquer esforço. A impressão é de que o autoreconhecimento provoca pane nos sentidos. Mas é preciso vencer essa tendência. É preciso conquistar a vontade.

A cada vitória, fortalecimento. Os passos tornam-se firmes. A visão, mais apurada. O coração se aquieta... Saber é responder por si mesmo. Responder por si mesmo é cuidar da própria vida.

Um comentário:

  1. "O que não chegou a ser dito existe
    o que foi dito na hora errada existe
    o que não quiseste dizer existe."
    Fabricio Carpinejar

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