quarta-feira, 2 de junho de 2010

DISSERTAÇÕES - TEXTO II

O interesse dos jovens brasileiros pelo processo político é pequeno. Pesquisas demonstram que aqueles que possuem idade entre dezesseis e dezessete anos, faixa etária na qual o voto é facultativo, têm optado pelo não alistamento eleitoral. Esse desinteresse está relacionado, na realidade, à pífia conscientização política de toda a sociedade.

O exercício do voto é intrínseco à cidadania. O conceito de cidadão envolve, dentre outros, participação no estabelecimento dos rumos de um país. No Brasil, o exercício dessa prerrogativa é bastante tímido, não obstante sua classificação como fundamento da República Federativa do Brasil, feita pela Constituição Federal de 1988. Parte da população desconhece, ou parece não entender, que é por intermédio da ação de cada um que o país poderá evoluir, propiciando melhores condições de vida a todos.

Nesse contexto está a explicação para o desinteresse dos jovens. Trata-se de um reflexo do que ocorre no país. A questão política, para boa parte das pessoas, não é prioridade. Preocupam-se muito mais com assuntos ligados à profissão, emprego, saúde, esquecendo-se da influência decisiva da política sobre tais aspectos.

É preciso alterar essa realidade. Todos temos de entender que associada à nossa participação, ao nosso voto, ao nosso comportamento, está nosso próprio futuro. Para que a mudança ocorra, além de ações relativas à conscientização política, é necessário que governo e sociedade envidem esforços para que no início do processo de educação, principalmente no ensino de nível fundamental, a noção de cidadania seja consolidada. Dessa forma, os jovens do futuro poderão representar a postura de uma nova sociedade.

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