quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

UM CONVITE À DOCE REVOLUÇÃO
O Reino é simples!

Artigo 1 –

Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.

Artigo 2 – Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.

Artigo 3 – Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.

Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.

Artigo 4 – Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.

Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.

Artigo 5 – Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silencio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.

Artigo 6 – Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.

Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.

Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.

Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.

Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.

Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.

Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.

Artigo 11 – Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.

Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.

Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.

Artigo 13 – Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.

Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.

Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.

Artigo 16 – Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.

Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.

Artigo 18 – Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.

Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.

Artigo 20 – Amém!

Caio e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dissertação - TEXTO III

Ao entrarmos em contato com o pensamento de Ferdinand Lassale, por meio do seu livro “O que é uma constituição?”, logo percebemos que o grande objetivo desse autor é demonstrar como a lei fundamental de um país é de determinada maneira, sem que lhe seja possível ser diferente. Ou seja, demonstrar como a lei fundamental, que nada mais é do que a própria constituição, deve, necessariamente, consistir na soma dos reais fatores de poder de determinada sociedade.

Para comprovar sua tese, Lassale faz uso de uma argumentação peculiar: lançando mão de várias perguntas sobre a efetividade de modificações no texto constitucional que suprimam ou diminuam a força desses fatores, demonstra que seria inviável, por mera modificação legislativa, exercida para capricho, deleite ou interesse de quem quer que seja, afastar a lei fundamental daquilo que ela, efetivamente, representa: a ordem político-social vigente. Lassale pergunta, por exemplo, se seria possível restituir, por simples imposição normativa, a ordem que vigorava na idade média; questiona também se seria viável suprimir o poder dos banqueiros e dos donos de indústrias, estabelecendo regras que limitassem o acesso ao lucro e ao ganho de capital. E a essas questões, o autor responde dizendo que tudo aquilo que se configura como parte integrante de uma constituição não pode dela ser suprimido ou anulado, sob pena de tais modificações se revelarem inócuas, ineficazes ou carentes de efetividade.

Nesse sentido, conclui Lassale que a verdadeira constituição (a lei fundamental) ultrapassa os limites do documento formal em que as regras relativas a organização e funcionamento do Estado, bem como ao estabelecimento das bases da estrutura política e às garantias individuas e coletivas fundamentais, são inseridas. Independentemente da forma que assumam, tais regras devem ser o reflexo das ordens de poder da sociedade. E, caso o documento a que foi dado o nome de constituição não as contiver, estará fadado a ser mera “folha de papel”, condenado ao esquecimento ou a substituição por outro que esteja em consonância com aquilo que efetivamente constitui a lei fundamental do Estado.

Konrad Hesse, autor do livro “A força normativa da Constituição”, apresenta diversas críticas ao pensamento de Ferdinand Lassale. Dentre as quais, podemos citar a de que conceber a Constituição apenas como a soma dos fatores de poder, desprezando-se o aspecto jurídico da formação e construção do texto constitucional, é fechar os olhos ao fato de que também a ciência jurídica exerce influência sobre a ordem política e social. Na verdade, a ordem constituída deve significar mais do que a ordem legitimada pelos fatos, deve ir além da constitucionalização dos interesses das classes e grupos dominantes. A ordem constituída deve conter “comandos normativos com força de concretização plena em situações específicas”, pois ao se “reconhecer a vontade constitucional de uma nação, é exigível do Estado dotar a ordem jurídica de mecanismos que assegurem concreta aplicação dos preceitos constitucionais”.

Mas é válido ressaltar que, por outro lado, Hesse admite a importância da ordem social, cultural e econômica no processo de formação constitucional. Para ele, o conceito de constituição deve envolver um ponto de equilíbrio entre a realidade e as normas constitucionais, pois norma só existe em face da realidade. Com isso, o autor rejeita o estudo puramente teórico da constituição, destacando que, para que tenham força normativa, as regras constitucionais devem estar em harmonia, histórica e social, com o povo a que se destina. Hesse não é autor de uma “teoria pura” da constituição. Ao passo que afirma a relevância da Constituição jurídica, dotada de força normativa própria, capaz de influenciar a dinâmica social por meio de regras do “dever-ser”, também considera a existência de uma realidade fática, que deve estar presente na constituição, por meio de regras ligadas ao “mundo do ser”.

Muitos estudiosos do direito constitucional brasileiro, como Pedro Lenza, afirmam que nossa constituição é uma constituição de garantia e dirigente. De garantia porque promove a limitação do poder estatal com o intuito de proteger os direitos fundamentais do indivíduo. Dirigente porque, dentre suas diversas normas, há aquelas que estabelecem ou prevêem medidas a serem adotadas pelo Estado, no intuito de alcançar os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades regionais e sociais; promover o bem de todos, sem preconceito de raça, cor, sexo, origem, ou qualquer outra forma de discriminação).

Diante disso, ao articularmos os pensamentos de Hesse e Lassale, podemos dizer que a CRFB de 1988 foi (e é) condicionada pelos fatores econômicos, sociais e culturais de nossa sociedade. Além disso, também podemos afirmar que a CRFB possui força jurídico normativa própria, uma vez que, por expressar a vontade constitucional de nossa nação, e por isso tratar-se de uma constituição garantística e dirigente, voltada para o presente e para o futuro, em outros termos, ligada ao “ser” e ao “dever ser”, é dotada de mecanismos que a protegem de veleidades e contingências (cláusulas pétreas), e é permeada de normas dirigentes, que ora determinam a implementação de certa política pública, ora a criação de mecanismos legais que protejam os valores que considera essenciais (proteção à família, proibição de preconceito).

Esse condicionamento recíproco entre os fatores sociais e as normas constitucionais pode ser demonstrado por meio da interpretação constitucional, em nosso país realizada pelo Supremo Tribunal Federal – STF. Como guardião da CRFB, o STF, em suas decisões, objetiva, acima de tudo, estar em harmonia com os princípios fundamentais de nossa República (soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, pluralismo político, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa). Com isso, tais decisões, baseadas que são nos fundamentos do texto constitucional, muitas vezes vão influenciar o próprio contexto sócio-cultural do país. Como exemplo, podemos citar o reconhecimento de união estável entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, a permissão de pesquisas científicas em células-tronco etc.

Acima, vimos que os pensamentos de Lassale e Hesse são, na realidade, convergentes: “Não pode o texto constitucional alijar-se do mundo real, sob pena de perder sua força e de não ser obedecido”; e, de outra banda, não pode a constituição ser reduzida a mera legitimadora dos fatores reais de poder. O ponto de equilíbrio, a convergência entre aqueles autores, é a constatação de que existe sim uma ordem de poder, e que esta influencia a criação e interpretação da norma constitucional, porém essa criação e interpretação também condicionam o próprio contexto social. A influência é recíproca.

Dessa maneira, se pensarmos nos desafios para o constitucionalismo dirigente no Brasil, podemos concluir que a grande questão, o grande dilema, envolve o esclarecimento desse processo de condicionamento recíproco. Em outras palavras, o aspecto pragmático das transformações, as nuances das modificações produzidas no meio cultural, a verificação daquilo que se apresenta como anseio social, tudo isso é merecedor de estudo pormenorizado e contínuo. Nunca é demais lembrar que algumas leis são criadas, supostamente, para atender a um comando social ou econômico previsto no texto constitucional, e na prática se revelam tímidas ou ineficazes para enfrentar as questões a que se propuseram combater. Outras, de caráter eminentemente “positivo e fomentador”, também não alcançam o nível de condicionamento desejado para consecução dos seus objetivos.

O desafio maior é a criação de mecanismos adequados que possibilitem o efetivo respeito aos fundamentos de nossa Constituição e à consumação dos objetivos fundamentais de nossa República. Tais mecanismos devem estar além da pura e simples “voracidade legislativa”, caracterizada pela edição desenfreada de normas pelo legislador infraconstitucional. Na verdade, devem estar ligados ao efetivo aparelhamento da máquina estatal, com a promoção pelo Poder Público de medidas direcionadas a sociedade como um todo, a fim de promover, inclusive, a conscientização dos diversos setores, quanto aos objetivos maiores de nossa lei fundamental.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

HEART OF MINE

Essa música é uma joia rara do disco "Shot of Love", de 1981. Na realidade, o disco todo é bom. Recomendo com veemência.

Sei que o vídeo acima não é um primor de qualidade visual. Mas pela música vale a pena.

Quem quiser uma versão mais "bonitinha" da música, aconselho escutá-la na gravação da Norah Jones: http://www.youtube.com/watch?v=G_gjiSaNVl8

De todo jeito, para mim Heart of Mine é daquelas músicas capazes de mexer com a gente.

Especialmente nesse álbum sinto Dylan bem próximo de um amor mágico, sublime.

E, para finalizar, aqui em BH os dias estão cada vez mais cheios de revelações. Eu confio e acredito no caminho que estou trilhando. E mesmo nos dias frios deste lugar, tempo e espaço se tornam cada vez mais amigáveis. É impossível desprezar os sinais de que agora tenho ao meu lado a força de que tanto preciso. Adiante!

sábado, 24 de setembro de 2011

ESPÍRITO DA VERDADE

É a consumação de um novo tempo. Dúvidas são abandonadas. E na medida em que acredito e vou adiante, os lamentos perdem cada vez mais a força.

Somente pelas mãos do meu Senhor Jesus Cristo é possível um milagre como esse. Eu não poderia conseguir sozinho. E foram tantas tentativas, tanta vontade de conhecer o Espírito da Verdade... De repente, antes de dormir, leio em João 15:26: "Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio."

O que significa isso? Meu Deus: não há outra fonte de verdade que não advenha do teu Filho. Somente pelo nome de Jesus a vida eterna é possível.

E, ainda que minha pouca fé me faça tropeçar ou me deixe surdo aos ensinamentos de Cristo, a verdade é que junto às palavras de Jesus está o seu precioso sangue. O gesto de Jesus na cruz é o maior acontecimento da humanidade. É a possibilidade do perdão, do reinício e do amor.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

E HOJE É DIA DE SOFIA!

Parabéns, minha filha. Papai está cada vez mais próximo de você - e talvez você ainda nem saiba disso.

Te amo!

domingo, 3 de julho de 2011

SEJA BEM-VINDO!

Estava em Diamantina, quando um rapaz começou a cantar essa música. Depois de alguns segundos, fui buscar João Gilberto para salvar meus ouvidos.

Na realidade, João anda por aqui há mais tempo . Desde que reencontrei o grande amor da minha vida, como jamais deixei de desejar.

Eu sabia que não tinha morrido! Eu sabia!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

ADEUS, MEU VELHO

Pai Kinka, meu avô pelo lado de mãe, faleceu ontem de madrugada. Lembro bem dele, mesmo com um problema na perna, com cerca de setenta anos, jogando bola comigo no quintal de minha casa em Candiba. Pai Kinka morreu com cem anos.

Semana passada, lá em Candiba, me despedi dele. Dei um beijo na sua face envelhecida, bastante magra por causa da doença. Não sei se ele entendeu meu adeus. Mas meu maior desejo, naquele momento, talvez o dele também, era que o sofrimento terminasse logo. E assim ocorreu. Pai Kinka hoje descansa em algum lugar bem próximo de minha mãe.

sexta-feira, 25 de março de 2011

SIM, VEIO.

Eis a resposta, amigo. Veio como vem as coisas importantes da vida: causam até estranheza porque estivemos tão acostumados ao passado.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CONSTATAÇÃO 1 - 2011

Primeiro se alcança a luta de espírito. Só depois é que vem a paz de espírito.

quinta-feira, 3 de março de 2011

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Hoje é sexta-feira, mas estou escrevendo como se fosse ontem, meu aniversário. Ainda pretendo comentar os grandes acontecimentos que, desde o final do ano passado, mexem muito com minha vida.

Por ora, quero dizer que dia desses me lembrei de uma poesia. Era no segundo ano em Feira de Santana, colégio Anísio Teixeira, aulas de literatura, do professor Luís Alberto. Havia, digo, há um livro, de lituratura, vermelho e com anotações feitas a lápis. E nesse livro está a poesia, do Thiago de Melo, que toca meu coração. Decidi, enfim, aprender o que estava no livro vermelho. Vou transcrever aqui, de memória, hoje, para sempre.

Madrugada camponesa,
faz escuro ainda no chão,
mas é preciso plantar.
A noite já foi mais noite,
a manhã já vai chegar.

Não vale mais a canção
feita de medo e arremedo
para enganar a solidão.
Agora vale a verdade
cantada simples e sempre,
agora vale a alegria
que se constrói dia a dia
feita de canto e de pão.

Breve há de ser (sinto no ar)
tempo de trigo maduro.
Vai ser tempo de ceifar.
Já se levantam prodígios,
chuva azul no milharal,
estala em flor o feijão,
um leite novo minando
no meu longe seringal.

Já é quase tempo de amor.
Colho um sol que arde no chão,
lavro a luz dentro da cana,
minha alma no seu pendão.

Madrugada camponesa,
Faz escuro (mas nem tanto),
vale a pena trabalhar.
Faz escuro mas eu canto
porque a manhã vai chegar.