quinta-feira, 3 de março de 2011

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Hoje é sexta-feira, mas estou escrevendo como se fosse ontem, meu aniversário. Ainda pretendo comentar os grandes acontecimentos que, desde o final do ano passado, mexem muito com minha vida.

Por ora, quero dizer que dia desses me lembrei de uma poesia. Era no segundo ano em Feira de Santana, colégio Anísio Teixeira, aulas de literatura, do professor Luís Alberto. Havia, digo, há um livro, de lituratura, vermelho e com anotações feitas a lápis. E nesse livro está a poesia, do Thiago de Melo, que toca meu coração. Decidi, enfim, aprender o que estava no livro vermelho. Vou transcrever aqui, de memória, hoje, para sempre.

Madrugada camponesa,
faz escuro ainda no chão,
mas é preciso plantar.
A noite já foi mais noite,
a manhã já vai chegar.

Não vale mais a canção
feita de medo e arremedo
para enganar a solidão.
Agora vale a verdade
cantada simples e sempre,
agora vale a alegria
que se constrói dia a dia
feita de canto e de pão.

Breve há de ser (sinto no ar)
tempo de trigo maduro.
Vai ser tempo de ceifar.
Já se levantam prodígios,
chuva azul no milharal,
estala em flor o feijão,
um leite novo minando
no meu longe seringal.

Já é quase tempo de amor.
Colho um sol que arde no chão,
lavro a luz dentro da cana,
minha alma no seu pendão.

Madrugada camponesa,
Faz escuro (mas nem tanto),
vale a pena trabalhar.
Faz escuro mas eu canto
porque a manhã vai chegar.

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