segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

HOBALALA

Somos simplesmente seres humanos. E conosco estão todos os sentimentos do mundo. Inexiste alguém completamente perverso. Do mesmo modo, não há pessoa perfeitamente justa. Diante disso, seria possível alguma integridade? Como frutificar para a vida perante tantas contradições? Como acreditar que não estamos sozinhos? Qual é afinal nossa essência?

A resposta está dentro de nós. Mas não basta procurá-la em qualquer canto. É preciso mergulhar na constituição do próprio ser. E, embora muitas vezes vinculado às contingências de cada um, o fato é que podemos, em algum momento de nossas vidas, discernir com clareza a respeito de nós mesmos. E desse jeito é porque existe algo fundamental, ligado à nossa raiz. O amor.

Existe amor nos seres humanos. Não é por outro motivo fomos criados à imagem e semelhança de Deus. E é por causa dele que possuímos uma relação primeira com todas as pessoas, de tal maneira que amar a Deus também significa amar ao próximo. Trata-se do ciclo vital mais primitivo da humanidade. Por intermédio dele é que estou aqui. Porque Deus é amor.

Não obstante, o amor é muito mais do que um sentimento. É início, é verbo, é movimento. A partir dele é possível frutificar para a vida. Por meio dele sobressaem sentimentos bonitos, aqueles que proporcionam paz, que vivificam o corpo, que expressam a vontade de Deus, na medida em que permitem a manifestação do ser, sem desvios, sem fugas. O amor é poder.

E por se tratar de força ativa e constante, o amor permanece para sempre. De modo que, mesmo diante de ações perversas, opções que podem conduzir à tristeza e à morte, ainda será possível o perdão. Sim, o movimento do amor traz consigo o perdão. Nada está perdido para o amor. Sempre poderemos nos tornar aquilo que somos em essência. O amor é absoluto.

Por isso, Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Simples assim. Como a história de um menino que brincou, cresceu, ensinou, curou, morreu e renasceu. Tudo para que a verdade se revelasse em essência, em Deus, em amor.