quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Caminho, liberdade e fé


Vamos seguir adiante, é no caminho que temos paz! O encontro ocorre no movimento, é processo, é continuo, não existe ponto final, e assim nos revelamos e nos descobrimos...

Quando nossa visão é alterada, a liberdade é a jovem surpresa do tesouro desenterrado. Contudo isso é apenas uma etapa, um momento dentro da vereda imprevisível, em que tudo se fará novo a cada dia. A liberdade jamais será um fim em si mesmo, devendo tornar-se instrumento, uma espécie de bússola, porque a jornada é longa e está apenas no início.

É claro que a liberdade representa um ganho, um avanço em relação ao tempo da escuridão, em que achávamos que qualquer lampejo era o livramento, qualquer prazer era o encontro. Naquele tempo nada mais havia do que carências vestidas de luz, opacidade desejando uma roupagem que brilhasse na escuridão que envolvia a tudo ( ainda não se entendia que a luz vem de dentro e que as trevas são apenas aquelas dos próprios olhos). Mesmo assim, tem muito chão pela frente.

A vida no caminho tem percalços, é verdade. Mas é na persistência que o ser começa a se libertar. E é após nossa libertação que percebemos que temos a vida toda pela frente. A gente percebe que tudo está ligado ao nosso próprio coração. É como se o infinito começasse aqui dentro do peito e o céu e as estrelas fossem tão maravilhosas quanto cada gota de paz que despejamos nos amigos com que nos deparamos no caminho.

Ir adiante é cultivar o grão de fé que existe em cada ser humano. É pela fé que aceitamos os
obstáculos como aliados e entendemos a liberdade como farol da vida. O grande tesouro consiste na sequência dos passos, na transformação das pessoas, no nascimento de uma nova criança, na gravidez de uma mulher, no amor de um pai, numa estrada em construção.

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