quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A vida escrita

Escrever é bom. Faz bem pra mim. Vou escrever um livro. Talvez sobre auditoria, literatura, direito, política, autoajuda. Sei lá. Apenas quando chegar o momento, vou escrever. E desconfio que será um livro bacana, daqueles que alegram principalmente a alma de quem escreve. Afinal, como bem disse Rilke, as coisas mudam quando nós enxergamos a escrita como parte de nós mesmos, expressão de nossa própria existência.

Houve uma época em que discutia sobre o conceito de arte. Lembro-me do Lekso, Mendel e outros dizendo o que pensavam sobre o assunto. Jamais chegamos a um consenso. Hoje penso que a arte consiste simplesmente na utilização de uma ferramenta (instrumento, artifício) para a expressão do ser. Poderia fazê-lo de diversas formas, pintar, dançar, atuar... Sinto afinidade com uma apenas, ainda que possa, a qualquer tempo, abraçar qualquer outra. Escrever faz bem pra mim.

Há tantos assuntos! Com diz o Mendel, a vida da gente pode se apresentar de modo mais extraordinário do que a melhor das ficções! Aliás, se pensar bem, sempre há um bocado de si mesmo em toda e qualquer expressão artística. Até mesmo "fora do meio artístico" isso ocorre. É o que se dá na filosofia, por exemplo. Não foi à toa que Nietzsche denunciou Kant e os idealistas, demonstrando o quanto de personalismo havia nas verdades supostamente descobertas com o mais precioso raciciocínio...

Enfim. Estou por aqui e vou continuar. Há um princípio que escolhi, segundo o qual o único não da existência deve ser dado ao ato de desistir. Continuar sempre! Eis o grande sim para a vida! A verdade subjetiva do meu ser. E a escrita é irmã dessa verdade. Sou eu quem fiz assim. Foi Deus quem me concedeu essa graça. Amém.

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